quarta-feira, 17 de junho de 2009

Tudo novo de novo.

Para que algo aconteça, basta que a gente faça (ou não faça) alguma coisa.
Tudo começa com o primeiro passo, o primeiro olhar, a primeira ligação, o primeiro beijo.
Eu não consigo entender como a gente se encanta e se desencanta por alguém. É uma equação química muito complicada e quase além da minha compreensão.
Eu aprendi com os meus erros uma coisa: eu não sei me relacionar com os outros. Eu não sei encontrar níveis desejáveis em um relacionamento. Eu não entendo a psicologia humana. Eu exagero para mais ou para menos sempre.
Eu olhei para ele e fiquei na dúvida, era como eu eu precisasse de um sinal. Eu queria ter certeza que ia valer a pena. Afinal, eu estou tão cansada de murros em pontas de facas. Eu precisava de aprovação dos outros para saber que o que eu ia fazer era certo.
Mas desde o momento em que eu decidi, eu tive certeza. Ele me fará suspirar. Ele será os olhos verdes que eu vou escolher e me encantar de novo.
É só ele querer que eu vou deixar ele me trazer ar, ele me dar espaço e ocupar espaço em mim.
É só ele não ser igual aos outros.
É só ele continuar sendo diferente.
Quero demais. Quero me jogar de cabeça. Quero começar tudo de novo. Só depende dele. Porque se dependesse só de mim.... pronto. Tudo já teria começado de novo.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Mundo cor-de-rosa.

Nada é tão ruim que não possa piorar.
Não basta você estar branca e pálida porque você não toma sol à muito tempo, você tem que engordar uns bons 4 quilos e suas calças não caberem mais.
Não basta não passar na OAB, você tem que fazer cursinho durante o carnaval e não passar na OAB e ter que fazer cursinho de novo no inverno violento de Curitiba.

Não basta você não ter o amor da sua vida, porque simplesmente ele não te quer. Você tem que perder todos os mínimos indícios de namorados ou relações bem sucedidas porque você não sabe se relacionar com as pessoas.
Não basta você ter financiamentos, contas infinitas para pagar, estar negativo no banco, seu dente começa a doer e o dentista te diz que você vai gastar a bagatela de R$ 430,00 reais.
Além de gastar todo seu dinheiro com presente de casamento, de dia das mães, de aniversário da mãe, de aniversário da melhor amiga.
Além de usar todo o seu tempo útil trabalhando e outra parte do tempo na aula, chegando em casa com tempo só de dormir, tendo dificuldades de lavar o cabelo nesse frio cruel curitibano.
Além de não poder ler todos os livros que você quer e não poder comer todas as comidas que você quer e de não poder ver todos os filmes e nem ter todos os amigos e nem todos os amores.
É a tal da vida adulta enchendo meu saco e acabando com a minha paciência.
Mas mesmo assim.... ainda existem as pequenas coisas que fazem valer a pena.
As pequenas grandes coisas que fazem a diferença e então, a gente respira fundo e pensa:

"Mesmo ruim está bom!"
Ai, ai... obrigada pelo meu mundo cor-de-rosa.


quinta-feira, 4 de junho de 2009

Fal Azevedo

"Talvez um dia nós nos encontremos na rua e eu aceite a sua mão estendida e seu abraço caloroso. Talvez, então, você me mostre a foto do seu filho e eu comente que ele é lindo. Talvez, talvez, nos sentemos naquele boteco e possamos rir das nossas trepadas, e relembremos os velhos-bons-tempos-que-não-voltam-mais. Talvez eu chore um pouco de saudades daquela época e relembre o nome de todo mundo da turma, e possamos listar quem criou barriga, quem tem emprego público, quem come a empregada, quem embichou. Talvez só as boas recordações me assaltem. Pode ser que, então, eu já tenha esquecido as dores, que as mágoas sejam só lembranças e que seu rosto não me assombre mais. Talvez eu já não chore mais debaixo do chuveiro. Talvez eu passe a mão pelo seu rosto e meus olhos sorriam e nós possamos nos despedir prometendo contato, trocando emails e jurando encontros familiares em breve.

Talvez, algum dia. Hoje não. Hoje eu quero que você vá pra puta que o pariu."
Fal Azevedo