
Dia 12 de junho de 2009.
Eu estava tão em paz, que nem a minha solteirisse prolongada me irritava ou magoava. Eu fiz compras, comi comida japonesa, fiz a unha, me arrumei para ir para a balada. Fui para a balada.
Feliz, leve. Fiquei bêbada. Dei risada como se fosse meu último dia na Terra. Dancei como se não tivesse ninguém olhando. Reafirmei mais uma vez a minha amizade eterna e verdadeira com a minha alma gêmea amiga. E dai, como quem não quer nada o cúpido (meu cúpido desalmado) me achou.
No dia em que ele deveria estar ocupado com os casais loucos por uma mesa no restaurante meia-luz ou nas filas de horas e horas de todos os motéis da região, ele me achou ali, pegando uma água para melhorar do porre de vodca que eu tinha tomado.
Eu acho que não estava procurando ninguém, mas ele me achou. Não fui eu, foi ele.
E depois que eu conheci de verdade e descobri que ele era o cara de olhos verdes e sorrisão, que estava sempre cercado de pessoas e fazia graça, que gostava de beber e que eu bebesse com ele e que tem futuro, ambição e inteligência, e vi que ele era o cara que eu estava procurando, eu pensei que fosse dar certo automaticamente.
Mas não. Requer esforço, habilidade e paciência. Muita paciência.
Eu espero que a gente possa crescer um do lado do outro e um dia se entender e quem sabe ainda eu possa dizer para esses lindos olhos verdes que eu já o amava antes de conhecê-lo.