segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

L.

Eu não sei como a gente veio parar aqui. Eu juro que quando eu te conheci, eu estava achando que a gente só ia curtir.
Eu não tinha paciência. Eu não queria e não esperava um relacionamento. A distância entre as nossas personalidades era gritante demais.
Eu não dava espaço para você falar com o meu timbre de voz rouco e alto e meu jeito extravagante de ocupar espaço por duas, três, dez pessoas. Você era calado demais perto de mim. Não falava, só prestava atenção. Chegava com as mãos perto das minhas, mas não falava nada. E depois que me beijou, só queria me beijar e me abraçar, sem precisar falar. E eu não precisava que você falasse. Eu nem queria que você falasse. Eu já gostava do fato de você gostar de mim do jeito que eu era. Nem gostar, só o fato de você aceitar já estava bom.
Eu achei que isso fosse durar aqueles dois, três dias do final de semana, mas foi se estendendo.
Foi ocupando um espaço na minha vida que não tinha espaço.
E as mensagens inesperadas, e as crises de ciúme surpreendentes passaram a fazer parte do nosso "relacionamento" mal delineado por nós. Mal definido pelo nosso próprio relacionamento.
A gente deixou as influências e opniões externas criarem uma barreira entre a gente.
Essa barreira que nos deixa completamente confusos, fora de sintonia, fora de ligação.
Eu não sei o que eu quero de você. Eu não sei o que você quer de mim.
Eu não sei se o que eu tenho para te oferecer é demais ou de menos. O que eu sei que eu tenho é colo, cuidade, carinho, amizade e companheirismo. O máximo de companheirismo possível. Uma parceria.
Mas eu não tenho simpatia para conhecer seus vinte e poucos tios e os 60 primos. Eu não tenho assunto para assistir a novela com a sua mãe. Eu não sei namorar à muito tempo. E eu sei que você nunca soube, mas eu ainda não quero te ensinar.
Eu não quero invadir sua vida e não quero que você ocupe um espaço na minha que é de duas meninas a tanto tempo.
Eu achei que quando a gente resolvesse que não ia dar mais, ia ser muito fácil te largar. Ia ser fácil deixar você de lado e respirar um novo ar, mas o que me faz falta é sua presença, seu ombro largo, suas tatuagens, o carinho que você faz em mim com um cuidado que só você tem!
Eu não sei o que e nem porque, mas eu sei que tem um espaço seu aqui.
E justamente por eu não saber, eu acho que a gente vai ter que aprender a preencher. Porque um pedaço vazio em mim é espaço demais. E você vai ter que dar um jeito de ocupar tudo isso.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

22 de janeiro de 2008

Minha memória infalível não ia me deixar esquecer.
Dia 22 de janeiro de 2008 foi o dia que você entrou na minha vida.
Bateu na minha porta, entrou na minha casa, ficou amigo dos meus amigos, dormiu na minha cama com o meu edredon, meu ursinho e comigo. Me fez dar risada, ficar acordada toda madrugada, me fez querer estar com você. Me fez achar o toque do despertador engraçado, mesmo sendo as 5 horas da manhã.
Foi a partir desse dia que o frio já não era tão ruim, que neve era motivo de faltar ao trabalho para ficar em casa debaixo do edredon, comendo pizza as 10 horas da manhã, e foi a partir desse dia que eu fui me envolvendo e esquecendo de controlar, foi a partir desse dia que nem Los Angeles teve graça porque você não estava lá. Foi a partir desse dia que resolvi abrir mão de Chad´s, outros bares, outras festas, outros homens, a não ser que você estivesse junto ou que esse homem fosse você.
Depois disso tantas coisas aconteceram, tanto altos e baixos e eu tenho que dizer que eu não teria feito nada diferente.
Antes eu ficava martelando dentro da minha cabeça uma forma de mudar o passado para não levar o pé na bunda que você me deu, mas hoje eu sei que é totalmente inevitável. Hoje eu sei que toda essa entrega, todo esse coração na mão entregue para você, só foi possível e capaz por ser um contrato por prazo determinado.
O prazo acabou, o relacionamento acabou, mas eu ainda estou aqui com o coração em 22 de janeiro do ano passado. Lembrando. Amando e adorando... entregando cada pedacinho de mim. Sendo feliz com um sorriso seu. Sendo feliz só por saber que você ainda existe e ainda pode ser meu.
E é só fechar os olhos para lembrar da gente dormindo junto, naquela cama tão pequena e seu braço passando pelo meu pescoço, como se fosse me sufocar, sua boca encostando de leve na minha orelha e dizendo: "Você é minha girlfriend!".
São por lembranças assim que eu vou me lembrar de você até perder a memória.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O maior amor do mundo!

É um frio na barriga de expectativa e ansiedade com a certeza de que esse final de semana mudará toda a minha vida.
Saber o limite exato de um novo momento e de uma nova etapa. Saber a linha que divide a vida em que eu era a menininha do papai e a vida que eu vou ter, que eu não sei o que será.
Será que eu vou ter sucesso profissional e ser aquelas malucas que só pensam em trabalhar e viram a noite inteira em cima de livros e mais livros? Será que eu vou ser aquela super mulher que mantém a geladeira cheia e cuida da alimentação da família fazendo o equilíbrio perfeito entre proteínas e fibras? Será que eu vou ser a super mãe que perde o sono um dia antes da reunião escolar e que passa as férias na praia em dias entediantes só para os seus filhos poderem brincar e ter uma infância feliz?
Quando eu olho para os meus pais e vejo o que eles construíram, eu fico pensando se um dia eu vou ser capaz de fazer a minha vida com tanta competência.
Eles lutaram e batalharam tanto juntos. Passaram por tanta dificuldade, principalmente financeira. Tiveram tantas brigas, problemas e falta de sucesso em alguns setores, mas olhe para eles hoje.
Tem uma vida confortável. Não guardam dinheiro no banco, porque do que adianta o dinheiro no banco? Estão cercados pelos filhos, netos, amigos dos filhos, dos próprios amigos. Cercados pelos irmãos, sobrinhos e pais, porque eles são as pessoas mais queridas e amorosas que existem no mundo.
Eles são o ponto de referência de uma história linda e de um amor tão grande e tão extenso que eu estou passando mal de orgulho nesse exato momento.
Imagina que coisa linda vai ser quando eu subir naquele palco sexta-feira e poder oferecer a minha tão sonhada vitória para eles? Para as duas melhores pessoas que existem no mundo.
E eu tenho certeza que o tempo todo em que eu estiver lá em cima. Eles dois vão saber que cada lágrima, cada emoção e cada gota de suor é pelo amor deles.
Chega logo sexta-feira. Pelo amor de Deus!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

2009, vem!

Sou incapaz de fazer um balanço do ano que passou.
Sou incapaz de colocar aqui um resumo geral começando em Las Vegas em uma cena tão surreal e absurda e terminando na minha chácara (minha, minha, minha) com a minha família que é tão querida, cercada de amigos que são tão queridos e com as minhas amigas mais queridas ainda, as minhas irmãs!
Foi um ano de ambiguidades e antagonias. De dicotomias.
Foi o ano que eu alcancei a maior alegria e a maior tristeza.
Foi o ano que eu achei que tivesse ficado louca, que tivesse entrado em depressão, que eu precisaria de um tratamento bem sério.
Foi o ano que eu tive insônia, enxaqueca, gastrite e emagreci uns 8 quilos só de amor.
Foi em 2008 que eu descobri que é muito fácil a gente ficar louca e que paixão demais não alimenta a alma, ela acaba com a tua alma.
Nesse ano que passou eu cresci e amadureci na marra, na porrada mesmo. E tudo isso é fácil de se notar pela minhas fotos, pelo meu rosto, pela minha expressão mais dura, menos Alice, mais adulta. É fácil notar pelas minhas roupas e pelo meu cabelo e pela minha decisão de me tornar advogada e sair da barra da calça do meu pai.
Eu sei que eu entrei em 2009 com o pé direito.
Estou entrando nesse ano tão disposta e tão de braços abertas que eu tenho certeza que eu vou abraçar o mundo.
Seja bem-vindo 2009!!!!