Eu não sei como a gente veio parar aqui. Eu juro que quando eu te conheci, eu estava achando que a gente só ia curtir.
Eu não tinha paciência. Eu não queria e não esperava um relacionamento. A distância entre as nossas personalidades era gritante demais.
Eu não dava espaço para você falar com o meu timbre de voz rouco e alto e meu jeito extravagante de ocupar espaço por duas, três, dez pessoas. Você era calado demais perto de mim. Não falava, só prestava atenção. Chegava com as mãos perto das minhas, mas não falava nada. E depois que me beijou, só queria me beijar e me abraçar, sem precisar falar. E eu não precisava que você falasse. Eu nem queria que você falasse. Eu já gostava do fato de você gostar de mim do jeito que eu era. Nem gostar, só o fato de você aceitar já estava bom.
Eu achei que isso fosse durar aqueles dois, três dias do final de semana, mas foi se estendendo.
Foi ocupando um espaço na minha vida que não tinha espaço.
E as mensagens inesperadas, e as crises de ciúme surpreendentes passaram a fazer parte do nosso "relacionamento" mal delineado por nós. Mal definido pelo nosso próprio relacionamento.
A gente deixou as influências e opniões externas criarem uma barreira entre a gente.
Essa barreira que nos deixa completamente confusos, fora de sintonia, fora de ligação.
Eu não sei o que eu quero de você. Eu não sei o que você quer de mim.
Eu não sei se o que eu tenho para te oferecer é demais ou de menos. O que eu sei que eu tenho é colo, cuidade, carinho, amizade e companheirismo. O máximo de companheirismo possível. Uma parceria.
Mas eu não tenho simpatia para conhecer seus vinte e poucos tios e os 60 primos. Eu não tenho assunto para assistir a novela com a sua mãe. Eu não sei namorar à muito tempo. E eu sei que você nunca soube, mas eu ainda não quero te ensinar.
Eu não quero invadir sua vida e não quero que você ocupe um espaço na minha que é de duas meninas a tanto tempo.
Eu achei que quando a gente resolvesse que não ia dar mais, ia ser muito fácil te largar. Ia ser fácil deixar você de lado e respirar um novo ar, mas o que me faz falta é sua presença, seu ombro largo, suas tatuagens, o carinho que você faz em mim com um cuidado que só você tem!
Eu não sei o que e nem porque, mas eu sei que tem um espaço seu aqui.
E justamente por eu não saber, eu acho que a gente vai ter que aprender a preencher. Porque um pedaço vazio em mim é espaço demais. E você vai ter que dar um jeito de ocupar tudo isso.
Eu não tinha paciência. Eu não queria e não esperava um relacionamento. A distância entre as nossas personalidades era gritante demais.
Eu não dava espaço para você falar com o meu timbre de voz rouco e alto e meu jeito extravagante de ocupar espaço por duas, três, dez pessoas. Você era calado demais perto de mim. Não falava, só prestava atenção. Chegava com as mãos perto das minhas, mas não falava nada. E depois que me beijou, só queria me beijar e me abraçar, sem precisar falar. E eu não precisava que você falasse. Eu nem queria que você falasse. Eu já gostava do fato de você gostar de mim do jeito que eu era. Nem gostar, só o fato de você aceitar já estava bom.
Eu achei que isso fosse durar aqueles dois, três dias do final de semana, mas foi se estendendo.
Foi ocupando um espaço na minha vida que não tinha espaço.
E as mensagens inesperadas, e as crises de ciúme surpreendentes passaram a fazer parte do nosso "relacionamento" mal delineado por nós. Mal definido pelo nosso próprio relacionamento.
A gente deixou as influências e opniões externas criarem uma barreira entre a gente.
Essa barreira que nos deixa completamente confusos, fora de sintonia, fora de ligação.
Eu não sei o que eu quero de você. Eu não sei o que você quer de mim.
Eu não sei se o que eu tenho para te oferecer é demais ou de menos. O que eu sei que eu tenho é colo, cuidade, carinho, amizade e companheirismo. O máximo de companheirismo possível. Uma parceria.
Mas eu não tenho simpatia para conhecer seus vinte e poucos tios e os 60 primos. Eu não tenho assunto para assistir a novela com a sua mãe. Eu não sei namorar à muito tempo. E eu sei que você nunca soube, mas eu ainda não quero te ensinar.
Eu não quero invadir sua vida e não quero que você ocupe um espaço na minha que é de duas meninas a tanto tempo.
Eu achei que quando a gente resolvesse que não ia dar mais, ia ser muito fácil te largar. Ia ser fácil deixar você de lado e respirar um novo ar, mas o que me faz falta é sua presença, seu ombro largo, suas tatuagens, o carinho que você faz em mim com um cuidado que só você tem!
Eu não sei o que e nem porque, mas eu sei que tem um espaço seu aqui.
E justamente por eu não saber, eu acho que a gente vai ter que aprender a preencher. Porque um pedaço vazio em mim é espaço demais. E você vai ter que dar um jeito de ocupar tudo isso.