
Os amigos que a gente escolhe para serem nossos companheiros de vida, para serem nossos irmãos por opção são as pessoas que a gente olha no meio de uma multidão e enxerga um diferencial.
É muito bom saber que alguém no mundo entende você e seus pensamentos, que tem os mesmos gostos e os mesmos sentimentos, que tem história de vida, mas é melhor ainda quando essa pessoa é diferente de você.
Eu amo o diferente. Eu amo conhecer pessoas novas e ouvir as músicas que elas ouvem, entender as opniões, conhecer novos livros, novos estilos de se vestir, de se alimentar, de viver. É ótimo ter experiências que você nunca teve antes dessa pessoa entrar na sua vida e dividir com ela. É ótimo dividir o seu coração, a sua verdade e a sua família com um amigo.
É ótimo até onde você pensa que conhece a pessoa.
É ótimo antes que ocorra uma inversão de valores e todas as piadinhas feministas e modernas que você faz se tornam sinônimo de vagabundagem.
É ótimo até o dia que você ainda se importa com a pessoa e ela não sabe nem se você está viva, saudável, amando, triste ou com planos de vida. E dai você se pergunta: Como fomos parar nesse ponto? Como uma amizade acaba?
Na minha opnião amizade deveria ser a modalidade mais simples de relacionamento.
Já não bastam os amores que nos decepcionam, que partem nosso coração, que fazem a gente achar que morrer é melhor? Já não bastam as nossas relações díficeis com família, chefe e vizinhos? Porque os amigos tem que nos trazer desgosto também?!
É triste ver que uma pessoa que você amou, que você dedicou seus pensamentos e sua vida não
é a mesma pessoa de antes. É triste perder um elo de sua corrente, mas quem decide isso não é a gente não é mesmo? Quem decide isso são as expectativas.
E minha mãe sempre disse: Quando não há expectativa não há decepção. Pois é. Não é esse o caso.