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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Sequelas.


Quando criei esse blog tinha uma finalidade. Hoje em dia nem é mais para isso.
As vezes tenho vontade até de mudar o título, mas não vou.
Eu não sou mais uma sofredora convicta.
Mas lendo Comer, Rezar e Amar não tive como não querer destacar esse trecho:

"O vício é a marca de toda a história de amor baseada na obsessão. Tudo começa quando o objeto de sua adoração lhe dá uma dose generosa, alucinante de algo que você nunca ousou admitir que queria - um explosivo coquetel emocional, talvez, feito de amor estrondoso e louca excitação. Logo você começa a precisar dessa atenção intensa com a obsessão faminta de qualquer viciado. Quando a droga é retirada, você imediatamente adoece, louco e em crise de abstinência (sem falar no ressentimento para com o traficante que incentivou você a adquirir seu vício, mas que agora se recusa a descolar o bagulho bom - apesar de você saber que ele tem algum escondido em alugum lugar, caramba, porque antes ele lhe dava de graça). O estágio seguinte é você esquelética e tremendo em um canto, sabendo apenas que venderia sua alma ou robaria seus vizinhos só para ter aquela coisa mais uma vez que fosse. Enquanto isso, o objeto de sua adoração agora sente repulsa por você. Ele olha para você como se você fosse alguém que ele nunca viu antes, muito menos alguém que um dia amou com grande paixão. A ironia é que você não pode culpá-lo. Quero dizer, olhe bem para você. Você está um caco irreconhecível até mesmo aos seus próprios olhos.
Então é isso. Você agora chegou ao ponto final da obsessão amorosa - a completa e implacável desvalorização de si mesma"

 Simplesmente e exatamente a tradução de tudo que eu já senti, sofri e passei e joguei fora.
Para sempre.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Que bom seria uma novo começo.

Eu já te amei até doer meu peito. Eu já te amei até ter certeza que eu ia morrer de amor por você. Eu já te amei até explodir, até gritar, até chorar, até sofer a minha última gota de sofrimento.
Eu já quis ser tua até minha boca secar, eu já quis ser só sua e de mais ninguém.
Eu já escrevi cartas e mais cartas de amor, eu jé me dei por inteira para você. Eu já me descobri do seu lado e sem você do meu lado, muito mais do que em todos os anos da minha vida que eu não te conhecia.
Eu conheci o lado doce e amargo de amar de verdade, de amar com todas as forças.
Eu já chorei e fiz muitas pessoas chorarem por causa do meu amor por você.
Eu escolhi o meu cheiro preferido quando me acostumei com o seu perfume, eu escolhi meu gosto preferido quando eu te beijei, eu escolhi um jeito de ser feliz do lado de alguém, e achei que só fosse ser possível ser feliz se fosse desse jeito.
Mas agora, depois que o tempo passou e deu tempo para poeira baixar, eu consigo enxergar um pouco, enxergar mais. Consigo ver exatamente todas as nossas diferenças e divergências. Consigo ver que nós não somos um casal. Nós fomos um dia, mas não seríamos daqui para frente, nós somos mais uma dupla do que um casal.
Eu conheci uma pessoa que eu quero fazer planos, que eu quero trocar presentes e juras de amor. Eu conheci uma pessoa com que eu quero dividir compartilhar, crescer e me relacionar além das 4 paredes e essa pessoa não é você.
Antes eu queria que você desse licença para eu poder respirar e passei tanto tempo preocupada com isso que não sabia que eu precisava parar de te prender dentro de mim.
Agora eu quero tudo novo. Eu quero amar com todas as forças de novo, eu quero me acostumar com outra cheiro e com outro beijo.
Agora eu quero todos os sabores e até as dores, desde que eu tenha a chance de provar o gosto de ter alguém que gosta tanto de mim que não terá coragem de me deixar descobrir que o amor pode fazer a gente querer sofrer, gritar, explodir, chorar.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Quero sim.


Beijo no cantinho da boca. Pinta do lado esquerdo do rosto. Dentes pequenininhos. Cheirinho de 212. Mania de lavar as mãos. Imitação de sons com a boca. Jaqueta listrada de cinza e branco. Lembranças infinitas dos momentos que passamos juntos. Mãos inquietas. Agarramento no meio da madrugada. Dormir de conchinha. Intimidade. Histórias sem fim. Barriga magrinha. Cílios longos. As sensações que causa em mim. Vontade de chorar e de rir. Fazer me sentir como se estivesse dançando. Me fazer dançar. Não dar espaço para mais ninguém. As piadas. O cabelo raspado que continua lindo. As meias cinzas. A vontade de ter um nenêm. O jeito que me beija na boca. Os abraços verdadeiros. O amor. A paixão. O desejo. A vontade de não desistir. A certeza de que você nunca morrerá para mim e de que esse não é o fim.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Dois!

Uma coisa para ser feita à dois.
Entre nós dois.
Um + um são dois.
Eu e você somos dois.
Te quero com a força de nós dois.
Te amo por dois.
Não desisto de nós.
Pois seremos um só em dois.


Jesus, como a gente fica ridícula né.
Letras de música do Nx Zero me inspiram nesse sexta-feira.

"Eu tento te esquecer. Mas tudo que eu escrevo. É sobre você. Eu não posso me enganar. Fingir que estou bem. Porque não estou. Preciso de você. Preciso de você. Essa noite. E hoje estou aqui. Só pra te cobrar. O que você disse. Que iria ser pra sempre. Mas não foi assim. Agora o que me resta. Escrever nessa carta. Pra lembrar. Eu passo tanto tempo. Só te procurando. Em um outro alguém. Mas não posso me enganar. Sinto sua falta. E ninguém pode ver. Preciso de você. Preciso de você. Essa noite".
Cartas pra Você
(Diego Ferrero / Leandro Rocha)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Se quer ir, vai!

Eu já dei meu coração pra você.
Meu coração inteirinho. Ele era todo seu. Ele até doía por você.
Se você impusesse qualquer condição eu aceitaria. Mas você não quis impor condições e nem tentar me conhecer e nem olhar para mim e me ver.
Você nunca me viu. Nem analisou meus sentimentos, minha sensibilidade e minhas dores.
Eu fiz planos mirabolantes e essas são as coisas que ficaram na minha memória: ter um filho com a sua carinha, a sua pinta na bochecha. O seu olhar e o seu jeito de fazer gracinhas.
Eu queria e planejava tantas coisas que não se concretizaram. E não irão se concretizar.

Obviamente, eu ainda gosto, quero e lembro de você. Mas eu quero te guardar nas minhas melhores memórias. Eu quero que seu espaço seja restrito para o meu baú de lembranças. Existem muitas coisas que eu não quero esquecer para sempre e não quero me lembrar o tempo todo: o seu cheirinho de 212, a suas pintas nas costas, a textura do seu cabelo, o formato do seu sorriso cheio de dentes pequenininhos, as imitações que você fazia de mim e dos outros. Eu quero guardar muitas coisas sobre você e sobre nós. Mas eu quero esquecer como é se apaixonar por você.
Quero me apaixonar de novo. Quero me apaixonaaaaar de verdade de novo por alguém novo. E guardar o meu amor por você aqui, no meu baú.

Eu tenho vontade de te provar de todas as formas que eu sou uma pessoa amável e maleável. Eu queria que você visse como um outro homem qualquer faria qualquer coisa para me ver sorrir e me ver feliz. Eu queria que você enxergasse nos olhos de outra pessoa, quando olhasse pra mim e lembrasse que você já me olhou com aquele olhar.
Mas eu não preciso te provar nada.

Eu te peço eduacadamente para sair da minha vida e deixar eu me desapaixonar e seguir em frente.
Você não quer estar aqui, então eu deixo você ir.

domingo, 8 de março de 2009

Um ano não é tempo suficiente!

E como se a única coisa que tivesse mudado fosse o meu desespero nesse dia. Nessa época.
Meu amor por ele ainda é tãaaaaao grande. E eu sinto tanta saudades daquela cabeça no meu travesseiro.
Um ano depois e eu ainda quero tanto que as coisas deêm certo.
22.03.08
"Eu to sentindo falta de tudo.
De todas as vezes que ele me fez dar risada por nada. To com saudades de discutir o porque da existencia da "pink lemonade". To sentindo falta da voz dele e de todos os sons que ele adorava fazer com a boca. Sinto saudades de ser acordada com carinhos e sussurros, de dormir naqueles braços.
Tenho um nó na garganta gigante de lembrar que ele me beijava na ponta do nariz e dizia baixinho coisas que eu guardei no coração e nunca vão sair da minha memória.
Eu choro por todas as histórias que eu achei que ainda ia viver do lado dele e choro por todas as coisas que passamos juntos e que não foram poucas.
Estou brava comigo por não conseguir excluir ele de nada e brava comigo por querer ele comigo em tudo.
To com raiva de lembrar que quando ele tirava sarro de mim eu achava o máximo e de lembrar que ele ria da minha risada, lutava comigo e adorava minha cara de brava.
Estou lembrando com mais dor no coração ainda, que ele foi o único que reparou que eu tenho covinhas irregulares e que ele tirou tantas fotos minhas quando eu não estava prestando atenção.
Eu não estou entendendo porque nós não estamos juntos para viver isso mais um pouco. Eu estou sentindo o desespero e a agonia de uma pessoa que deixou a melhor história da sua vida escorregar por entre suas mãos.

Eu preciso do ar dele pra poder respirar de novo. Eu preciso do beijo dele porque eu não consigo mais sentir gosto. Eu preciso da alegria dele para lembrar como era a minha. Eu preciso da presença e da companhia dele porque eu nunca me senti tão sozinha!"

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

22 de janeiro de 2008

Minha memória infalível não ia me deixar esquecer.
Dia 22 de janeiro de 2008 foi o dia que você entrou na minha vida.
Bateu na minha porta, entrou na minha casa, ficou amigo dos meus amigos, dormiu na minha cama com o meu edredon, meu ursinho e comigo. Me fez dar risada, ficar acordada toda madrugada, me fez querer estar com você. Me fez achar o toque do despertador engraçado, mesmo sendo as 5 horas da manhã.
Foi a partir desse dia que o frio já não era tão ruim, que neve era motivo de faltar ao trabalho para ficar em casa debaixo do edredon, comendo pizza as 10 horas da manhã, e foi a partir desse dia que eu fui me envolvendo e esquecendo de controlar, foi a partir desse dia que nem Los Angeles teve graça porque você não estava lá. Foi a partir desse dia que resolvi abrir mão de Chad´s, outros bares, outras festas, outros homens, a não ser que você estivesse junto ou que esse homem fosse você.
Depois disso tantas coisas aconteceram, tanto altos e baixos e eu tenho que dizer que eu não teria feito nada diferente.
Antes eu ficava martelando dentro da minha cabeça uma forma de mudar o passado para não levar o pé na bunda que você me deu, mas hoje eu sei que é totalmente inevitável. Hoje eu sei que toda essa entrega, todo esse coração na mão entregue para você, só foi possível e capaz por ser um contrato por prazo determinado.
O prazo acabou, o relacionamento acabou, mas eu ainda estou aqui com o coração em 22 de janeiro do ano passado. Lembrando. Amando e adorando... entregando cada pedacinho de mim. Sendo feliz com um sorriso seu. Sendo feliz só por saber que você ainda existe e ainda pode ser meu.
E é só fechar os olhos para lembrar da gente dormindo junto, naquela cama tão pequena e seu braço passando pelo meu pescoço, como se fosse me sufocar, sua boca encostando de leve na minha orelha e dizendo: "Você é minha girlfriend!".
São por lembranças assim que eu vou me lembrar de você até perder a memória.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Eu não posso te obrigar...


Eu não posso te obrigar a me amar.

Eu não posso te segurar pelo braço e dizer que você me deve isso. Apesar de todo mundo saber que você me deve isso!

Eu não posso garantir que o meu sentimento vai se acabar e nem que a nossa história não vai se arrastar por mais uns bons anos. Eu não posso garantir que eu vou sair de cena e nem que eu vou ter sucesso quando eu seguir outro caminho.

O que eu posso dizer é que apesar de eu ter um sentimento enorme dentro de mim gritando bem alto "Você falhou. Desista", eu sou otimista demais para aceitar que eu falhei. Otimista demais para aceitar passivamente que você nunca vai me amar e que não vai se apaixonar de novo por mim. Otimista demais para aceitar que seus olhos não vão brilhar quando você olhar para mim e souber que eu estou aqui. Eu prefiro acreditar que eu descobri várias maneiras que não dão certo.

O que eu sei é que em um tempo qualquer você vai entender o que eu sinto por você hoje. Um dia você vai olhar para trás ou para frente e vai ver que tudo o que queria o tempo todo era muito pouco, porque o resto todo eu tinha para oferecer. Isso, eu sei que você vai ver.

E quando você souber, eu vou responder "eu estava aqui o tempo todo, só você não viu!".

Eu não posso garantir que quando esse dia chegar vai ser tarde demais.

Eu não tenho certeza disso, porque eu não tenho certeza que eu vou te esquecer. Ou melhor, eu não tenho certeza que eu vou deixar de te querer.

Ah.... a força do querer é forte demais para ir embora sem deixar uma marca. E essa cicatriz é tão profunda nesse momento que ela é sensível e exposta demais para ser tocada ou curada.

O tempo vai determinar que destino a gente vai tomar.... a única certeza que eu tenho é que eu não posso te obrigar a me amar. Mas se eu puder pedir, eu vou pedir pela última vez:

- Me ame, por favor. Volte atrás e me peça para ser sua. Enxugue as minhas lágrimas no lugar dos outros e me ajude a amenizar a cicatriz que ainda dói tanto como uma ferida.

Se eu puder pedir e você puder me ouvir, eu vou implorar:

- Fique comigo e fique aqui. Não me deixe nos braços de outro.

Mas se você não puder me ouvir.... eu vou ter que seguir em frente. Mesmo querendo ficar lá atrás. Um ano atrás...

domingo, 16 de novembro de 2008

So happy!

Ah... eu vou levando.
Eu não sei em que maré eu estou remando, mas eu vou levando.
Eu não sei aonde eu quero chegar, mas eu vou levando.
As vezes a gente pensa que o mundo é quadrado, mas se você não navega, não busca, não enfrenta, não diversifica, não se encoraja e se mete à besta, você não descobre nada, não chega em lugar nenhum.
Terra firme pra quê? Relações estáveis e histéricas para preencher o coração ou o ego?
Eu continuo tentando e tentarei até o dia em que eu precisar de uma certeza.
Enquanto eu não exijo que as coisas sejam certas, as coisas erradas me divertem e me preenchem.
"Mas vale um gosto. Do que dinheiro no bolso!"
Eu estou feliz pra caramba. Pelo menos por hoje!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Amado.

Nós não somos meio a meio.
Nós somos dois. Você é você e eu sou eu.
E o mundo que nos divide pode parecer grande demais para os outros, mas é pequeno para mim. Eu sou capaz de saltar tudo e passar por cima de cada coisa e cada diferença. Eu sou capaz de ficar aqui onde estou, sentada e esperando. Conquistando cada pedaço do seu coração que ainda vai ser meu. Que já foi meu e que talvez ainda seja, mas não sabe isso nos mínimos detalhes, como eu gostaria que soubesse.
Eu daria tudo para saber se você entendeu que o cartão de aniversário é uma carta de amor. Eu daria tudo para saber quantas vezes você viu o vídeo que eu te mandei e se reparou nos detalhes em que eu e você aparecemos como o casal feliz que fomos e que ainda deveríamos ser. Eu dava tudo para que você visse cada foto e cada momento sentindo a mesma saudade que eu tenho de cada abraço e de cada noite em que dividimos o meu travesseiro e meu edredon azul.
Eu ainda tenho tempo e disposição.
Eu ainda tenho amor demais guardado para você. Eu ainda tenho beijos apaixonados que serão seus.
Eu sei de tudo isso, mas eu quero que você saiba por conta própria. Que você descubra.
Eu quero ter a oportunidade de demonstrar sem ser julgada, assim como era antes.
As vezes eu tenho tanta vontade de que toda essa minha vontade de você acabe, mas no final das contas eu ainda acho que você vale muito a pena.
Eu acho que essa coisa de combinação depende da nossa disposição.
Eu combino com você e você combina comigo e não somos as peças que se encaixam perfeitamente, mas eu ainda sou muitas coisas que você não sabe.
Para finalizar.... Vanessa da Mata diz tudo sem por nem tirar. Faço delas, as minhas palavras:
"Amado
Vanessa Da Mata
Composição: Vanessa da Mata
Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr-do-sol, postal, mais ninguém
Peço tanto a Deus
Para lhe esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus
Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Sinto absoluto o dom de existir,
Não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você"

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Tudo em você. Tudo em mim.


Não é só físico, eu sei. É o conjunto de todos os sentimentos e todas as faíscas.

Quando não estou esperando um beijo, parece que é quando você me beija com mais vontade e mais boca e língua. Quando eu estou esperando um beijo, é exatamente o momento em que você enrosca os dedos no cabelo e com a outra na mão envolve as minhas costas, fazendo me sentir pequena e sua. Você é sempre mais.

Adoro o contato, o envolvimento, que formam um movimento, misturando todos nossos aromas e sabores, fazendo o sal do suor combinado com o calor da saliva serem a combinação perfeita.

E quando todos os meus poros são seus e todos os meus sussurros são seus também, eu só quero que o meu dia acabe ali.

Porque seu ombro e sua voz são inebriantes o suficiente para que eu fique embreagada de desejo por tanto tempo que me sinto feliz até a gente se encontrar a próxima vez. Tudo renova tudo sempre.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Vou te amando e me frustrando e sobrevivendo por um fio!

Quando as relações terminam, sempre tem um que não deixou de amar. Existe quem abandona e quem é abandonado. Isso é tão injusto quanto poderia ser, porque enquanto uma pessoa deixou de amar, deixou de admirar o outro ou deixou de ser feliz, a outra parte desse relacionamento ainda está ali por vontade própria e não por força das circunstâncias.
A pessoa abandonada pode escolher várias formas de lidar com isso, mas com certeza nenhuma delas é uma maneira fácil. A escolha de como lidar com isso decide como serão os próximos meses da sua vida, as próximas relações que você vai ter, a forma como você tomará decisões dai em diante.
O tempo não apaga as lembranças que te fizeram felizes e as lembranças que magoaram seu coração. Em muitos casos, a pessoa deixará de chorar as mágoas, mas em outros casos as feridas não se fecham, não se curam.
Eu estou falando do que acontece comigo. Das minhas dores. Da minha dificuldade de me desamarrar, de respirar um oxigênio que não contenha esse vírus. Por mais que eu faça as coisas da melhor forma que eu posso fazer, por mais que eu permita que o homem mais lindo com os olhos azuis mais lindos entre na minha vida, por mais que eu tenha toda a minha vida e por mais que eu tenha seguido em frente, quando eu escuto uma história, vejo um casal que faz lembrar o que eu era no passado ou relembro de um daqueles momentos inesquecíveis, meus olhos automaticamente se enchem de lágrimas.
O que eu não sei é se essas lágrimas são de algum sentimento que restou, que me faz ficar enlouquecida de tristeza por saber que nunca mais vai acontecer ou se são as feridas que ainda estão abertas.
Dói e dói, mas vai passar. Eu já achei minha vacina e ele é o homem mais lindo com os olhos azuis mais lindos. Se não for esse é outro ou outro... porque eu preciso que alguém me faça parar de chorar.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

É por tudo isso e mais um pouco.


É pelo cheirinho do seu perfume, que me arrepia e me faz ser ainda mais sua. É pela sua beleza que é tão evidente aos olhos de todos, mas tão especial para mim. É pela certeza que você adora o moleton de bolinhas roxas, que você comprou naquele shopping em San Diego. É pela pinta que você tem no rosto que o torna tão individual. É pelo cabelo bagunçado e sempre molhado. É pela certeza de que seu banho sempre vai estar gelado demais para mim. É poque eu me encaixo perfeitamente entre seu pescoço e seu ombro, bem naquela curvinha, onde eu durmi mais de 50 noites em sequência. É pelas piadas e trocadilhos. É pela certeza de sua verdade. É pela quimíca, pelo choque, pela questão de pele. É pelas histórias que temos juntos. É pela saudades compartilhada. É pelas nossas diferenças e nossa distância no mundo real. É pelo seu nome composto. É pela sua simplicidade. É pelo fácil acesso. É pelo beijo, pelo gosto, pelo cheiro. É por você inteiro.



É por tudo que faz com eu saiba que ainda não era de te arrancar da cabeça ou do coração. É pela minha disposição em esperar um pouco mais, me dedicar um pouco mais. Pagar para ver. É pela necessidade de ser feliz e estar com você.


terça-feira, 2 de setembro de 2008

Conto de fadas ou não.


Eu gasto a maior parte do meu tempo sonhando, divagando, pensando, viajando, criando um mundo perfeito. Eu assisto filmes e sempre gosto da mocinha e do herói, sempre. Eu nunca enjoei deles e nem da perfeição deles. Fico imaginando se um dia na minha vida, eu serei a menina perfeita com a história perfeita, e quando eu me dou conta, eu vejo que as vezes, eu sou essa menina.

O que os filmes não mostram nunca, é que depois do final feliz. Porque normalmente o final feliz é começo da história de amor. A gente nunca vê o casal dividindo a conta bancária, a cama, o banheiro, o box, as toalhas sequinhas e cheirosas, a escova de dente. As histórias felizes existem. A minha história feliz existiu, foi um conto de fadas, foi linda, mas junto com as borboletas no estômago, os passeios saltitantes pelas ruas, os dias de aventura pela California ensolarada, os dias de snowboard, os dias de Mahantan, nós dividimos os momentos encantadores que merecíamos, com a falta de dinheiro, de privacidade e de tempo. Nós passamos por perrengues, stress, ciúme e saudade. Nós terminamos.

Eu sofri, chorei, me acabei em lágrimas. E se eu fosse escrever a minha história, com certeza não mostraria essas cenas, porque elas não são legais. O que importa é que agora a gente tem a chance de desfrutar o melhor do nosso companheirismo, das nossas piadas, da nossa química e até do nosso romance, sem ter um expectador sempre, sem ter um problema sufocante entre nós dois. Sinceramente, eu acho que não existe mais mundo para nós dois. Ou melhor, eu acho que ele não entra no meu mundo e eu não entro no mundo dele, mas quem poderá prever um romance imprevisível?

Nos meus momentos de devaneio, eu sou a mocinha de um filme de Hollywood. Eu idealizo tudo com muita facilidade, é só respirar fundo e sonhar.
Enquanto eu não tiver porque desistir dele, eu não vou desistir, porque eu sou persistente e teimosa mesmo. Se não for ele, será outro mesmo, provavelmente, o outro que me exija esquecer aquele meu princípe que virou sapo, aquele outro que chegue na minha vida, dominando tudo e ocupando os espaços.

E tem muito espaço para ele ocupar!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

20.03.08



Parada ali, respirando fundo, controlando as lágrimas, ouvindo o que ele falava como se fosse um eco longíquo e observando uma gota de suor surgindo em sua testa, ele falava, falava, falava... e eu pensava: "ele está nervoso, senão não estaria suando", e enquanto ele estava decidindo meu próprio futuro, eu só conseguia me concentrar na gota de suor escorrendo da testa pela lateral do rosto, chegando ao queixo e desaparecendo. Então era isso, depois de tudo que a gente viveu, eu estava ouvindo dele que tudo estava acabando ali. Meu chão se abriu e sei lá em que buraco que eu cai.

Hoje fazem 5 meses que eu passei por isso (aniversário de pé na bunda é foda!). Eu achei que eu não sobreviveria esses 5 meses, porque os dias se arrastavam um atrás do outro, arrancando toda minha energia, minha alegria e minha boa-vontade.

5 meses depois, tudo mudou tanto que eu não consigo nem explicar o que eu sinto, mas é fácil saber que 5 meses não são suficientes para deixar de amar. Eu acho que nem 5 anos são suficientes para isso, mas o que importa é que as lágrimas cessaram (secaram!) e nunca mais haverá uma gota de suor na nossa história e se houver, com certeza ela estará escorrendo da minha testa e não da dele.

Ser feliz é o que interessa. O passado já passou.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Vida Dupla.


Claro que não dá para comparar um com o outro.
Os dois são ótimos, de maneiras diferentes. Em mundos diferentes.
A diferença entre eles está no que eles me fazem sentir, que na verdade nem é tão diferente assim. A minha opção nesse momento é não ter opção, porque se eu escolher um de verdade vou estar renunciando o outro. E eu tenho muito medo de fazer a escolha errada.
É tudo tão complicado e confuso que dá um nó. Nó na garganta, nó de indecisão, nó das idéias.
Eu sei que é assim: eu e ele, ele e eu. Eu sozinha. Eu com ele, eu sem ele. Eu sem eles, eu com eles. E nessa confusão toda... eu não quero decidir nada. Nada mesmo.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

As vezes eu me irrito muito.

Essa semana eu estou meio surtada. Aprendi a surtar mais calada. Fico ansiosa e com nó na garganta e evito falar sobre o assunto, mas sinceramente eu estou morrendo de vontade de quebrar um vaso de cristal na parede da sala. Igual cena de novela, mas eu nem tenho uma porra de um vaso de cristal na sala.
Sério mesmo que hoje eu não vou escrever texto bonitinho e nem bem elaborado. Hoje eu estou com vontade de despejar tudo que vem na minha cabeça aqui e xingar muito. Eu não sou a pureza em pessoa mesmo e todo mundo sabe disso.
Depois de uma longa conversa com ele, eu só posso concluir que ele quer me cozinhar no "banho-maria" e pelo amor de Deus, quem é que gosta de ser cozinhada? Eu não me pareço nem um pouco com uma galinha e por isso não aceito virar canja e ainda por cima água quente faz mal para a pele. E eu não quero esperar mais meses e meses deixando o meu outro amor passar por causa de um pirralho sentimentalmente instável e INJUSTO.
"Você seria a namorada perfeita!" - Como assim? Essa é aquela velha história de "eu te amo, mas não te quero agora" e eu não tenho mais tempo para passar por isso. Porrada por porrada eu prefiro apanhar sozinha e dos meus próprios sentimentos egoístas do que apanhar dele. Porque a porrada dele dói pra caralho.
Hoje eu queria ir para a balada e pegar 18 pessoas, mas eu não vou fazer isso, porque eu estaria maltratando demais meu pobre coração que no momento está fechado para visitação, e porque eu não vou ficar maltratando o meu relacionamento saudável que tem tudo para continuar de uma forma saudável. Eu quero entender direitinho qual a sensação de "se querer bem, de querer quem se tem", e foda-se o idiota que não sabe valorizar a melhor namorada que eu fui. Que não sabe valorizar maçã do topo que eu sou.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Luxúria.

Tão difícil colocar em palavras... mas é mais ou menos assim:
Quando nossos olhares se cruzam dá vontade de devorar, por isso, as vezes é melhor desviar o olhar. Quando a gente se encosta dá até choque, melhor não encostar. Não em público. Melhor quando a gente se têm só um ao outro. O tempo todo que estamos próximos, queremos que o resto do mundo se apague, porque a gente quer estar sozinho. Para poder se beijar, se pegar, se abraçar, se amar, namorar.
Parece que quando nossas bocas se encontram, elas querem matar a sede do tempo que elas ficam separadas e a gente beija, se toca, se encosta, se morde, se lambe com vontade de estar um com o outro, com o desejo de que um seja o outro e que logo a gente seja um.
A gente corre para um lugar vazio, a gente se tranca em qualquer lugar, a gente fica de porta aberta, a gente entra no banho, a gente se esconde num canto escuro onde os outros não nos escutem.
E quando você enrosca seus dedos nos meus cabelos, eu quero que você me queira ali, com a maquiagem borrada, os cabelos embaraçados e no alto de toda a minha pose, eu deixaria você me jogar na grama e me amar no chão.
Quando eu não estou com você, eu fico pensando em como vai ser quando eu estiver e todas as formas que eu quero ser sua e quando poderemos fazer tudo de novo. A gente nem disfarça mais, nem finge um para o outro que a gente não se deseja e que a gente não se quer.
Eu estou contando as horas para vestir a roupa que você tirar, porque eu não consigo evitar que meu maior pecado seja você.

domingo, 20 de julho de 2008

212

To assustada.
Hoje fazem exatamente 4 meses que você me deixou e estranhamente, eu acordei do seu lado nessa manhã, como se nada tivesse acontecido. E você estava assim: do meu lado, esquentando meus pés com o calor dos seus pés, me dando seu ombro como travesseiro, cheirando o perfume que acaba comigo e me deixa boba.
Quando a gente se despediu, mais ou menos 13:30, quando nosso sábado estava completando as tão esperadas 36 horas, eu tive a sensação de que eu não gostava mais de você. Até falei isso em voz alta, mas quando falei, isso não soou bem, não se encaixou e depois de um pouco de instrospecção, ansiedade e nervosismo, eu vi que isso não era verdade.
Antes de eu pegar meu moleton preto em cima da cama e colocar na mala, eu fui até o travesseiro que você tinha deitado e lá estava seu cheiro de 212. Esse perfume me deixa com as pernas tremendo e com um nó na garganta.
Se eu não gostasse de você, eu não teria tanto medo assim desse nó não sair mais.
Ai, como é díficil assumir que você não é tudo o que eu quero para mim e que eu odeio a maioria das suas roupas e não gosto de skate, nem de festa rave, nem de loucura atrás de loucura, nem da sua instabilidade, nem da sua imaturidade.
Eu não quero querer você, mas eu amo quando você me faz menina do jeito que só você sabe fazer. É olho na olho, nariz com nariz, boca com boca, mão com mão, corpo com corpo, gosto com gosto e de repente tudo vira uma coisa só.
Eu acho mesmo que naquele dia. 14 de dezembro de 2007. Alguém queria brincar e fez parecer que a gente deu um nó, mas não, eu não quero sair só. Eu acho que foi um nó da minha seriedade escondida com a sua loucura insana que não deixa a gente se soltar.
Não me solta mais ou me solta de uma vez, porque hoje tá difícil demais pra Alice do jeito que eu queria ser todos os dias.

Ai Meu Deus, chorei. Depois de tanta seca dentro de mim, eu acabei de chorar!

terça-feira, 15 de julho de 2008

Ponto e vírgula.


Eu ainda me lembro de você o tempo todo. De todas as nossas histórias mais lindas. Das nossas aventuras e desventuras. Mas esse tempo está diminuindo.
Eu estou construindo um novo amor para mim. Eu estou construindo uma nova história. Mas dessa vez, meu castelo não vai ser de vidro. Porque eu estou decidindo como vai ser.
Cada momento que eu fecho os olhos ("quando eu penso em alguém, é por você que fecho os olhos"), quando eu acordo, você está mais longe, e eu quero que você vá longe mesmo, pra bem longe de mim.
Mas nesse exato momento de transição, parece que cada vez que eu fecho os olhos eu vejo você gritar para mim: "Não me deixa ir embora, a gente ainda não viveu tudo. Vamos viver tudo o que há para viver", mas eu já sei que não quero mais.
Será que se eu pensar bem forte, quando você fechar os olhos vai me ouvir gritar: "Me deixa viver em paz. Eu quero o meu novo amor. Sai daqui".
Queria que fosse fácil assim de você entender, que eu não vou deixar de te amar, mas me deixa te esquecer. Por favor, me deixa.
Apesar de todas as coisas que se passaram pelo minha cabeça desde que eu decidi que vou amar outra pessoa, porque eu quero amar outra pessoa, o que mais me irrita é lembrar que você era tão parte da minha vida, que entrou sem pedir licença e tomou conta de mim, deixando nossas roupas misturadas, usando minha escova de dente, deitando seu cabelo cheiroso no meu travesseiro, deixando sua toalha azul pendurada no meu banheiro, espirrando perfume no capuz do seu casaco para eu dormir abraçada com ele quando você não estava por perto, porque eu achava que morreria sem você. Eu acho que naquela época eu morreria mesmo. Porque eu acho que eu quase morri quando você me deixou. Eu acho que no dia que você não era mais meu eu queria ter morrido.
Mas agora é diferente e eu estou te dando um "passa fora" da minha vida. Esse é um pedido antes do ponto final. Esse é um ponto e vírgula nessa história.
Sai daqui. Me deixa em paz, porque eu estou dando meu amor para outro.


Pois é... como dizem por ai "com amor é mais caro, o meu amor é mais caro, me diz quanto você pode pagar"