segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O amor da sua vida.

"Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referências. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo o que o amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generoso têm, às pencas, bons motoristas e bom pais de família, ta assim, ó. Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é''
(Arnaldo Jabor)

E quanto mais clichê esse tipo de texto pode parecer, mais verdadeiro ele é. Se tudo fosse tão simples e matemático as pessoas magras, com dentes brancos, bons ouvintes e bem educadas estariam sempre acompanhadas e bem relacionadas com as pessoas escolhidas.
Mas o que importa nessa vida é a forma errada de fazer a coisa certa.
Não importa se a gente se conheceu na balada, não importa se a gente ficou com um amigo dele (ou com mais de um), não importa os erros do passado, a forma como ele tem um estilo diferente do meu. Não importa a música preferida e nem os defeitos de comportamento.
Importa o que ele me faz sentir. Como eu me sinto com ele.
Importam as expectativas. Importa o amor e a dedicação que a gente quer ter um com o outro. Importa olho no olha, mão na mão, boca na boca.
Importa o que tem dentro do coração.

P.S: Tô romântica não?

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Eu já te amava antes mesmo de te conhecer.


Dia 12 de junho de 2009.

Eu estava tão em paz, que nem a minha solteirisse prolongada me irritava ou magoava. Eu fiz compras, comi comida japonesa, fiz a unha, me arrumei para ir para a balada. Fui para a balada.
Feliz, leve. Fiquei bêbada. Dei risada como se fosse meu último dia na Terra. Dancei como se não tivesse ninguém olhando. Reafirmei mais uma vez a minha amizade eterna e verdadeira com a minha alma gêmea amiga. E dai, como quem não quer nada o cúpido (meu cúpido desalmado) me achou.
No dia em que ele deveria estar ocupado com os casais loucos por uma mesa no restaurante meia-luz ou nas filas de horas e horas de todos os motéis da região, ele me achou ali, pegando uma água para melhorar do porre de vodca que eu tinha tomado.
Eu acho que não estava procurando ninguém, mas ele me achou. Não fui eu, foi ele.
E depois que eu conheci de verdade e descobri que ele era o cara de olhos verdes e sorrisão, que estava sempre cercado de pessoas e fazia graça, que gostava de beber e que eu bebesse com ele e que tem futuro, ambição e inteligência, e vi que ele era o cara que eu estava procurando, eu pensei que fosse dar certo automaticamente.
Mas não. Requer esforço, habilidade e paciência. Muita paciência.
Eu espero que a gente possa crescer um do lado do outro e um dia se entender e quem sabe ainda eu possa dizer para esses lindos olhos verdes que eu já o amava antes de conhecê-lo.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Que bom seria uma novo começo.

Eu já te amei até doer meu peito. Eu já te amei até ter certeza que eu ia morrer de amor por você. Eu já te amei até explodir, até gritar, até chorar, até sofer a minha última gota de sofrimento.
Eu já quis ser tua até minha boca secar, eu já quis ser só sua e de mais ninguém.
Eu já escrevi cartas e mais cartas de amor, eu jé me dei por inteira para você. Eu já me descobri do seu lado e sem você do meu lado, muito mais do que em todos os anos da minha vida que eu não te conhecia.
Eu conheci o lado doce e amargo de amar de verdade, de amar com todas as forças.
Eu já chorei e fiz muitas pessoas chorarem por causa do meu amor por você.
Eu escolhi o meu cheiro preferido quando me acostumei com o seu perfume, eu escolhi meu gosto preferido quando eu te beijei, eu escolhi um jeito de ser feliz do lado de alguém, e achei que só fosse ser possível ser feliz se fosse desse jeito.
Mas agora, depois que o tempo passou e deu tempo para poeira baixar, eu consigo enxergar um pouco, enxergar mais. Consigo ver exatamente todas as nossas diferenças e divergências. Consigo ver que nós não somos um casal. Nós fomos um dia, mas não seríamos daqui para frente, nós somos mais uma dupla do que um casal.
Eu conheci uma pessoa que eu quero fazer planos, que eu quero trocar presentes e juras de amor. Eu conheci uma pessoa com que eu quero dividir compartilhar, crescer e me relacionar além das 4 paredes e essa pessoa não é você.
Antes eu queria que você desse licença para eu poder respirar e passei tanto tempo preocupada com isso que não sabia que eu precisava parar de te prender dentro de mim.
Agora eu quero tudo novo. Eu quero amar com todas as forças de novo, eu quero me acostumar com outra cheiro e com outro beijo.
Agora eu quero todos os sabores e até as dores, desde que eu tenha a chance de provar o gosto de ter alguém que gosta tanto de mim que não terá coragem de me deixar descobrir que o amor pode fazer a gente querer sofrer, gritar, explodir, chorar.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Tudo novo de novo.

Para que algo aconteça, basta que a gente faça (ou não faça) alguma coisa.
Tudo começa com o primeiro passo, o primeiro olhar, a primeira ligação, o primeiro beijo.
Eu não consigo entender como a gente se encanta e se desencanta por alguém. É uma equação química muito complicada e quase além da minha compreensão.
Eu aprendi com os meus erros uma coisa: eu não sei me relacionar com os outros. Eu não sei encontrar níveis desejáveis em um relacionamento. Eu não entendo a psicologia humana. Eu exagero para mais ou para menos sempre.
Eu olhei para ele e fiquei na dúvida, era como eu eu precisasse de um sinal. Eu queria ter certeza que ia valer a pena. Afinal, eu estou tão cansada de murros em pontas de facas. Eu precisava de aprovação dos outros para saber que o que eu ia fazer era certo.
Mas desde o momento em que eu decidi, eu tive certeza. Ele me fará suspirar. Ele será os olhos verdes que eu vou escolher e me encantar de novo.
É só ele querer que eu vou deixar ele me trazer ar, ele me dar espaço e ocupar espaço em mim.
É só ele não ser igual aos outros.
É só ele continuar sendo diferente.
Quero demais. Quero me jogar de cabeça. Quero começar tudo de novo. Só depende dele. Porque se dependesse só de mim.... pronto. Tudo já teria começado de novo.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Mundo cor-de-rosa.

Nada é tão ruim que não possa piorar.
Não basta você estar branca e pálida porque você não toma sol à muito tempo, você tem que engordar uns bons 4 quilos e suas calças não caberem mais.
Não basta não passar na OAB, você tem que fazer cursinho durante o carnaval e não passar na OAB e ter que fazer cursinho de novo no inverno violento de Curitiba.

Não basta você não ter o amor da sua vida, porque simplesmente ele não te quer. Você tem que perder todos os mínimos indícios de namorados ou relações bem sucedidas porque você não sabe se relacionar com as pessoas.
Não basta você ter financiamentos, contas infinitas para pagar, estar negativo no banco, seu dente começa a doer e o dentista te diz que você vai gastar a bagatela de R$ 430,00 reais.
Além de gastar todo seu dinheiro com presente de casamento, de dia das mães, de aniversário da mãe, de aniversário da melhor amiga.
Além de usar todo o seu tempo útil trabalhando e outra parte do tempo na aula, chegando em casa com tempo só de dormir, tendo dificuldades de lavar o cabelo nesse frio cruel curitibano.
Além de não poder ler todos os livros que você quer e não poder comer todas as comidas que você quer e de não poder ver todos os filmes e nem ter todos os amigos e nem todos os amores.
É a tal da vida adulta enchendo meu saco e acabando com a minha paciência.
Mas mesmo assim.... ainda existem as pequenas coisas que fazem valer a pena.
As pequenas grandes coisas que fazem a diferença e então, a gente respira fundo e pensa:

"Mesmo ruim está bom!"
Ai, ai... obrigada pelo meu mundo cor-de-rosa.


quinta-feira, 4 de junho de 2009

Fal Azevedo

"Talvez um dia nós nos encontremos na rua e eu aceite a sua mão estendida e seu abraço caloroso. Talvez, então, você me mostre a foto do seu filho e eu comente que ele é lindo. Talvez, talvez, nos sentemos naquele boteco e possamos rir das nossas trepadas, e relembremos os velhos-bons-tempos-que-não-voltam-mais. Talvez eu chore um pouco de saudades daquela época e relembre o nome de todo mundo da turma, e possamos listar quem criou barriga, quem tem emprego público, quem come a empregada, quem embichou. Talvez só as boas recordações me assaltem. Pode ser que, então, eu já tenha esquecido as dores, que as mágoas sejam só lembranças e que seu rosto não me assombre mais. Talvez eu já não chore mais debaixo do chuveiro. Talvez eu passe a mão pelo seu rosto e meus olhos sorriam e nós possamos nos despedir prometendo contato, trocando emails e jurando encontros familiares em breve.

Talvez, algum dia. Hoje não. Hoje eu quero que você vá pra puta que o pariu."
Fal Azevedo