sexta-feira, 25 de julho de 2008

Luxúria.

Tão difícil colocar em palavras... mas é mais ou menos assim:
Quando nossos olhares se cruzam dá vontade de devorar, por isso, as vezes é melhor desviar o olhar. Quando a gente se encosta dá até choque, melhor não encostar. Não em público. Melhor quando a gente se têm só um ao outro. O tempo todo que estamos próximos, queremos que o resto do mundo se apague, porque a gente quer estar sozinho. Para poder se beijar, se pegar, se abraçar, se amar, namorar.
Parece que quando nossas bocas se encontram, elas querem matar a sede do tempo que elas ficam separadas e a gente beija, se toca, se encosta, se morde, se lambe com vontade de estar um com o outro, com o desejo de que um seja o outro e que logo a gente seja um.
A gente corre para um lugar vazio, a gente se tranca em qualquer lugar, a gente fica de porta aberta, a gente entra no banho, a gente se esconde num canto escuro onde os outros não nos escutem.
E quando você enrosca seus dedos nos meus cabelos, eu quero que você me queira ali, com a maquiagem borrada, os cabelos embaraçados e no alto de toda a minha pose, eu deixaria você me jogar na grama e me amar no chão.
Quando eu não estou com você, eu fico pensando em como vai ser quando eu estiver e todas as formas que eu quero ser sua e quando poderemos fazer tudo de novo. A gente nem disfarça mais, nem finge um para o outro que a gente não se deseja e que a gente não se quer.
Eu estou contando as horas para vestir a roupa que você tirar, porque eu não consigo evitar que meu maior pecado seja você.

domingo, 20 de julho de 2008

212

To assustada.
Hoje fazem exatamente 4 meses que você me deixou e estranhamente, eu acordei do seu lado nessa manhã, como se nada tivesse acontecido. E você estava assim: do meu lado, esquentando meus pés com o calor dos seus pés, me dando seu ombro como travesseiro, cheirando o perfume que acaba comigo e me deixa boba.
Quando a gente se despediu, mais ou menos 13:30, quando nosso sábado estava completando as tão esperadas 36 horas, eu tive a sensação de que eu não gostava mais de você. Até falei isso em voz alta, mas quando falei, isso não soou bem, não se encaixou e depois de um pouco de instrospecção, ansiedade e nervosismo, eu vi que isso não era verdade.
Antes de eu pegar meu moleton preto em cima da cama e colocar na mala, eu fui até o travesseiro que você tinha deitado e lá estava seu cheiro de 212. Esse perfume me deixa com as pernas tremendo e com um nó na garganta.
Se eu não gostasse de você, eu não teria tanto medo assim desse nó não sair mais.
Ai, como é díficil assumir que você não é tudo o que eu quero para mim e que eu odeio a maioria das suas roupas e não gosto de skate, nem de festa rave, nem de loucura atrás de loucura, nem da sua instabilidade, nem da sua imaturidade.
Eu não quero querer você, mas eu amo quando você me faz menina do jeito que só você sabe fazer. É olho na olho, nariz com nariz, boca com boca, mão com mão, corpo com corpo, gosto com gosto e de repente tudo vira uma coisa só.
Eu acho mesmo que naquele dia. 14 de dezembro de 2007. Alguém queria brincar e fez parecer que a gente deu um nó, mas não, eu não quero sair só. Eu acho que foi um nó da minha seriedade escondida com a sua loucura insana que não deixa a gente se soltar.
Não me solta mais ou me solta de uma vez, porque hoje tá difícil demais pra Alice do jeito que eu queria ser todos os dias.

Ai Meu Deus, chorei. Depois de tanta seca dentro de mim, eu acabei de chorar!

terça-feira, 15 de julho de 2008

Ponto e vírgula.


Eu ainda me lembro de você o tempo todo. De todas as nossas histórias mais lindas. Das nossas aventuras e desventuras. Mas esse tempo está diminuindo.
Eu estou construindo um novo amor para mim. Eu estou construindo uma nova história. Mas dessa vez, meu castelo não vai ser de vidro. Porque eu estou decidindo como vai ser.
Cada momento que eu fecho os olhos ("quando eu penso em alguém, é por você que fecho os olhos"), quando eu acordo, você está mais longe, e eu quero que você vá longe mesmo, pra bem longe de mim.
Mas nesse exato momento de transição, parece que cada vez que eu fecho os olhos eu vejo você gritar para mim: "Não me deixa ir embora, a gente ainda não viveu tudo. Vamos viver tudo o que há para viver", mas eu já sei que não quero mais.
Será que se eu pensar bem forte, quando você fechar os olhos vai me ouvir gritar: "Me deixa viver em paz. Eu quero o meu novo amor. Sai daqui".
Queria que fosse fácil assim de você entender, que eu não vou deixar de te amar, mas me deixa te esquecer. Por favor, me deixa.
Apesar de todas as coisas que se passaram pelo minha cabeça desde que eu decidi que vou amar outra pessoa, porque eu quero amar outra pessoa, o que mais me irrita é lembrar que você era tão parte da minha vida, que entrou sem pedir licença e tomou conta de mim, deixando nossas roupas misturadas, usando minha escova de dente, deitando seu cabelo cheiroso no meu travesseiro, deixando sua toalha azul pendurada no meu banheiro, espirrando perfume no capuz do seu casaco para eu dormir abraçada com ele quando você não estava por perto, porque eu achava que morreria sem você. Eu acho que naquela época eu morreria mesmo. Porque eu acho que eu quase morri quando você me deixou. Eu acho que no dia que você não era mais meu eu queria ter morrido.
Mas agora é diferente e eu estou te dando um "passa fora" da minha vida. Esse é um pedido antes do ponto final. Esse é um ponto e vírgula nessa história.
Sai daqui. Me deixa em paz, porque eu estou dando meu amor para outro.


Pois é... como dizem por ai "com amor é mais caro, o meu amor é mais caro, me diz quanto você pode pagar"

sexta-feira, 11 de julho de 2008

É você. Eu sei que é você.



Estou indo te ver. Vou viajar 224 km só para repetir a dose. Então faz assim: continue sendo o homem que eu sonho para mim. Seja bonito, charmoso e bem-vestido o tempo todo. Dê aquele sorriso malicioso e me olhe com seus olhos fortes. Me conte uma história interessante, diferente e engraçada. Me faça dar uma boa gargalhada. Continue me elogiando e me fazendo acreditar que eu sou a mulher que você está procurando para casar. Contrarie o mundo e todas as evidências de que você é um cara malandro. Seja malandro, mas só quando estiver falando bobagens no meu ouvido. Seja inteligente e tão pouco convencional, pois foi por isso que me encantei com você. Me faça esquecer o mundo lá fora e arranque de mim todas as dores que me perseguem antes de eu pegar no sono. Pegue no sono comigo, de preferência do meu lado, sem precisar falar muito, é só deitar, encontrar uma posição confortável e dormir até acabar o sono, porque assim você vai estar vigiando meus pensamentos. Fique do meu lado o tempo todo que você puder. Seja no orkut, msn, nextel, pessoalmente ou dentro da minha cabeça. Enquanto você estiver comigo, meu pensamento estará seguro das coisas que eu não quero pensar. Me salva dessa. Me tira dessa. Você não precisa mudar, eu mudo por você se precisar. Me faça sua menina, sua namorada, sua amante, sua mulher. Casaria com você hoje mesmo ou quantas vezes você quisesse casar.
Mas amanhã quando eu chegar, antes de você tornar tudo isso real, eu só te peço um coisa: "Me abraça devagar, me beija e me faz esquecer...", é por isso que farei tudo por você.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Juntando os pedaços.



Não sei nem por onde começar.

Eu sabia que uma hora as coisas iriam acontecer. O jogo ia virar.

Eu achei que um dia eu fosse estar andando na rua, ia olhar alguém passando com uma camiseta escrito "California Here We Come" e fosse perceber que antes aquilo ia me remeter às minhas memórias tão presentes e que doiam no fundo do meu coração, como se tivesse alguém realmente apertando meu peito, mas nesse dia não doeu, então eu ia saber que naquele exato momento eu tinha deixado de amar. Deixado de amar não. Deixado de estar naquele estado de paixão absoluta e absurda. Eu ia olhar no relógio, iam ser 11:11 e eu ia pensar "HM, hoje, exatamente 11:11 eu deixei de te amar!".

Mas não foi assim que as coisas começaram a acontecer. Em primeiro lugar, que eu resolvi admitir e aceitar que "deixar de amar" não é necessariamente o que eu preciso, porque sinceramente eu acho que não vou deixar de amá-lo. Como eu posso deixar de amar o pôr-do-sol do Pacífico ou os cafés da manhã com paquecas ou passar em duas pessoas na roleta de NY? Isso realmente não vai acontecer.

O que aconteceu nesse final de semana que passou foi o seguinte: eu consegui me permitir, eu consegui me liberar. Eu comecei a admirar alguém. Pagar pau mesmo.

Eu vi que o homem que vai me dar a vida que eu desejo não é mais novo que eu, não é o cara que me dá uma paixão louca.... é o cara que preenche os pré-requisitos, que me deixa de queixo caido, que me faz morrer de rir e que me tira do buraco.

Eu comecei a juntar os cacos, meus cacos que estão espalhados por ai, mas eu comecei a recolher, um por um, até a hora que eu me completar de novo e sair por ai, totalmente feliz!


Ah... eu sinto novos ares...!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Cherish...

CHERISH (tshé´rish), v.t. Acariciar; proteger; abrigar; alimentar (um desejo, etc.)

Em um sentido um pouco menos literal , na minha interpretação pessoal, "cherish" é um amor diferente, é um sentimento de afeto daqueles.... tipo uma coisa que não sai da cabeça porque você não pode tirar do coração.

Música que diz tudo:

http://www.youtube.com/watch?v=O5WPLkJu4KU

Letra e tradução