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sábado, 27 de setembro de 2008

Eu sou intensa.

Eu sei lá porque, mas eu gosto assim: tem que ser do meu jeito.
Se você não estiver dentro de tudo que é esperado, eu vou me cansar de você. Vou te trocar por outro. Vou inventar um amor novo. Vou me virar para achar alguém mais bonito, mais intenso, mais rico, mais motivado. Alguém melhor.
Eu gosto que tudo esteja escrito certo por linhas certas, porque qualquer desvio no meu percurso, eu pulo fora. Não gosto de impedimentos, dificuldades ou disputa. Eu gosto que todos os pingos estejam nos i's.
E mesmo dizendo tudo isso, eu tenho plena consciência de que eu não sou egoísta, malvada, cretina ou qualquer coisa assim, porque quando eu acho que você merece eu me dedico e me esforço para ser tudo o que você quer.
Se você fugir, eu não vou te procurar escondido atrás de um canto qualquer. Então não fuja. Fique aqui e encare a minha personalidade desviada e esquisita.
Se você for, eu não vou. Se você ficar, eu vou até o fim!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Enjoy me.

Eu não quero que você tenha medo. Deixa fluir. Deixa acontecer. Eu entendo que o envolvimento assusta. Eu entendo que cair de cabeça, mergulhar bem fundo, pode machucar. Mas eu não quero evitar você, nem os momentos bons, nem a questão de pele, de beijo, de bom humor, de boas risadas, de bons amigos, de boas mesas de bar, de tudo.
Entenda que relacionamentos vão e vem, que as pessoas são diferentes e que nem que a gente vivesse 100 anos, os romances, carinhos, afagos e afetos seriam perfeitos, basta que eles sejam completos. Se entregue até o ponto que você tiver vontade de se entregar. Não se poupe do envolvimento necessário para ser descontraído, relaxado, gostoso, sincero.
Não me diga não, quando estiver com vontade de dizer sim. Não me repreenda, não corra, não fuja. Só me beije, me abrace, me pegue, me leve para casa, me esquente embaixo da coberta, durma comigo, confie em mim e veja que eu sou legal assim.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Vida Dupla.


Claro que não dá para comparar um com o outro.
Os dois são ótimos, de maneiras diferentes. Em mundos diferentes.
A diferença entre eles está no que eles me fazem sentir, que na verdade nem é tão diferente assim. A minha opção nesse momento é não ter opção, porque se eu escolher um de verdade vou estar renunciando o outro. E eu tenho muito medo de fazer a escolha errada.
É tudo tão complicado e confuso que dá um nó. Nó na garganta, nó de indecisão, nó das idéias.
Eu sei que é assim: eu e ele, ele e eu. Eu sozinha. Eu com ele, eu sem ele. Eu sem eles, eu com eles. E nessa confusão toda... eu não quero decidir nada. Nada mesmo.

domingo, 3 de agosto de 2008

Puzzle



A gente procura nas pessoas semelhanças, afinidades, características parecidas e até iguais as nossas. As vezes a gente se engana e pensa que combina com alguém que a gente não combina. Por mais que você adore uma pessoa, pode ser que ela não seja tudo o que você procura, quer ou espera.
Na hora de fazer compras no supermercado, ele vai querer cerveja e você um bom vinho, ele vai querer um tipo de queijo sofisticado e calórico, enquanto você vai estar procurando um queijinho branco com baixo teor de gordura. Ele se importa com festas alucinadas e você com eventos socias com seus amigos, ele quer que você seja de um jeito que você não é e você acredita que ele é do jeito que você quer. Mas nem é assim. Isso é fantasia.
A peça do seu quebra-cabeça, aquela que está faltando, aparece em um momento que você está fazendo uma coisa rotineira, cotidiana. Quando você não está procurando ou esperando ninguém. Com algumas pessoas acontece na padaria, com outras na casa da melhor amiga, no aniversário da priminha. Comigo aconteceu no Waldo X-Picanha, as 4 horas da manhã.
Depois de mais uma balada frustrada entre tantas outras naquele mês. Depois de tanto procurar alguém que eu pudesse ficar junto, admirar, querer para mim. Alguém para substituir a pessoa errada. Eu estava lá, sentada, cansada, afim de comer um sanduíche gigante mesmo e depois dormir e engordar tudo. Eu não estava nem aí.
Ele chegou de mansinho, contou uma história, convenceu, conquistou, pegou meu telefone, me deu um abracinho e pronto. Na semana seguinte a gente começou se entender. Depois de um mês de carinho, amizade e afinidade, horas no telefone, quilômetros de estrada, eu consegui ter certeza que ele é meu "parzinho" no jogo da memória.
Ele é tudo o que eu procurei. Bonito, bem vestido, simpático, carismático, gostoso, cheiroso, descolado, estudado, esforçado e folgado. Acho que encontrei.
Coloquei meu vestido pink, me fantasiei de "barbie baile", fiz pose de mulher que ele quer ter do lado e funcionou. "Você é uma pessoa tão querida que quando eu estou do seu lado eu fico querido também".
Todas as pessoas que me interessam aprovaram. E o que importa é que o amor a gente constrói. Afinal, paixonite aguda não enche barriga.
Me diga uma coisa: Pra quê mais?

sexta-feira, 11 de julho de 2008

É você. Eu sei que é você.



Estou indo te ver. Vou viajar 224 km só para repetir a dose. Então faz assim: continue sendo o homem que eu sonho para mim. Seja bonito, charmoso e bem-vestido o tempo todo. Dê aquele sorriso malicioso e me olhe com seus olhos fortes. Me conte uma história interessante, diferente e engraçada. Me faça dar uma boa gargalhada. Continue me elogiando e me fazendo acreditar que eu sou a mulher que você está procurando para casar. Contrarie o mundo e todas as evidências de que você é um cara malandro. Seja malandro, mas só quando estiver falando bobagens no meu ouvido. Seja inteligente e tão pouco convencional, pois foi por isso que me encantei com você. Me faça esquecer o mundo lá fora e arranque de mim todas as dores que me perseguem antes de eu pegar no sono. Pegue no sono comigo, de preferência do meu lado, sem precisar falar muito, é só deitar, encontrar uma posição confortável e dormir até acabar o sono, porque assim você vai estar vigiando meus pensamentos. Fique do meu lado o tempo todo que você puder. Seja no orkut, msn, nextel, pessoalmente ou dentro da minha cabeça. Enquanto você estiver comigo, meu pensamento estará seguro das coisas que eu não quero pensar. Me salva dessa. Me tira dessa. Você não precisa mudar, eu mudo por você se precisar. Me faça sua menina, sua namorada, sua amante, sua mulher. Casaria com você hoje mesmo ou quantas vezes você quisesse casar.
Mas amanhã quando eu chegar, antes de você tornar tudo isso real, eu só te peço um coisa: "Me abraça devagar, me beija e me faz esquecer...", é por isso que farei tudo por você.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Juntando os pedaços.



Não sei nem por onde começar.

Eu sabia que uma hora as coisas iriam acontecer. O jogo ia virar.

Eu achei que um dia eu fosse estar andando na rua, ia olhar alguém passando com uma camiseta escrito "California Here We Come" e fosse perceber que antes aquilo ia me remeter às minhas memórias tão presentes e que doiam no fundo do meu coração, como se tivesse alguém realmente apertando meu peito, mas nesse dia não doeu, então eu ia saber que naquele exato momento eu tinha deixado de amar. Deixado de amar não. Deixado de estar naquele estado de paixão absoluta e absurda. Eu ia olhar no relógio, iam ser 11:11 e eu ia pensar "HM, hoje, exatamente 11:11 eu deixei de te amar!".

Mas não foi assim que as coisas começaram a acontecer. Em primeiro lugar, que eu resolvi admitir e aceitar que "deixar de amar" não é necessariamente o que eu preciso, porque sinceramente eu acho que não vou deixar de amá-lo. Como eu posso deixar de amar o pôr-do-sol do Pacífico ou os cafés da manhã com paquecas ou passar em duas pessoas na roleta de NY? Isso realmente não vai acontecer.

O que aconteceu nesse final de semana que passou foi o seguinte: eu consegui me permitir, eu consegui me liberar. Eu comecei a admirar alguém. Pagar pau mesmo.

Eu vi que o homem que vai me dar a vida que eu desejo não é mais novo que eu, não é o cara que me dá uma paixão louca.... é o cara que preenche os pré-requisitos, que me deixa de queixo caido, que me faz morrer de rir e que me tira do buraco.

Eu comecei a juntar os cacos, meus cacos que estão espalhados por ai, mas eu comecei a recolher, um por um, até a hora que eu me completar de novo e sair por ai, totalmente feliz!


Ah... eu sinto novos ares...!