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domingo, 21 de novembro de 2010

Se eu não fizesse nada da vida...

Hoje, domingo à noite, e eu comecei a pensar nos calafrios que eu vou ter que encarar essa semana naquela minha salinha do purgatório que é meu local de trabalho.
Aquela cadeira de couro estofada maravilhosamente confortável, meu ar condicionado próprio e a privacidade que eu conquistei não absolvem os problemas que tenho com a irresponsável da minha chefe, que ironicamente foi contratada por minha causa.
A partir de amanhã eu tenho uma missão e vou seguir firme nela: não somos amigas. Conversas sobre trabalho sempre por e-mail. Reclamações diretamente para o Big Boss. 
Dai eu me lembro: toda essa aflição no meu coração se resolveria em um piscar de olhos se eu não fizesse nada da vida.
Se eu não fizesse nada e nem tivesse obrigação de fazer, claro! Porque não fazer nada e ficar pensando no amanhã, na carreira, no futuro, na falta de sucesso e de dinheiro, não valem a pena.
A minha imaginação só vale para o caso de eu não fazer nada e não precisar fazer nada.
Eu poderia ir à manicure um dia por semana, academia todos os dias as 10h00 da manhã. Correr no parque. Ler um livro por semana. Terminar meu curso de inglês.
Fazer minha monografia, aprender a cozinhar, ter 8 horas de sono por noite, passear com meus sobrinhos, ensinar direito do trabalho para minha cunhada sem me preocupar que isto está tomando minhas horas de sono. 
Ir ao banco conversar com meu gerente, estar sempre com os cabelos impecáveis.
Se eu não fizesse nada da vida eu poderia até aprender a pintar quadros,, jogar tênis, manter meus armários organizados e ser uma pessoa mais tranquila e paciente.
Eu acredito que não fazer nada é bom e não sou como essas pessoas que acham que surtariam se ficassem em casa lendo livros e tomando um solzinho na sacada.
Sou a favor de começar uma contagem regressiva esperando esse dia chegar. Enquanto isso, vou me conformar comprando um livro e aprendendo a fazer uma ação rescisória, porque eu sei que no futuro vou olhar para trás, rir disso e pensar: "HA HA HA. Ficou no meu passado".

P.S: A ilustração desse post são minhas próprias pernas, esticadinhas, na beira de uma piscina, não fazendo nada. A foto foi tirada por mim, e meu pensamento no momento foi "Isso sim é vida. e eu ainda vou viver assim"

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Diários de uma paixonite aguda 1

Capítulo 1
Recentemente eu olhei para você com outros olhos.
Não faz tanto tempo assim, antes eu ainda olhava para você com timidez e até um pouco de constrangimento, mas um belo dia você estava conversando comigo balançando a mão esquerda e ela estava sem aliança. Dai eu pensei: "Será que ele não é casado então? Eu achei que fosse.... Nossa, se ele não for casado eu posso me interessar por ele!", mas eu acho que por alguma razão você esqueceu a aliança (que não é dourada) aquele dia, e quando eu percebi eu já estava interessada.
Antes de qualquer coisa, eu coloquei na minha cabeça. Ok, eu estou interessada por ele, mas é melhor eu não estar. Então.... eu vou fazer  de conta que não estou. Nada de olhares furtivos, nada de provocação, nada de ficar prestando atenção no caimento da calça jeans (se é que vocês me entendem), mas olha.... está sendo difícil.
Enfim, ninguém acha certo uma história dessas, nem eu, mas eu preciso mesmo desabafar e falar sobre a assunto. Esgotar todas as esferas. Assim, vai chegar a hora que pronto passou, acabou e nada aconteceu.
Então.... tenho em vista o grau de pecado que tem nos olhos dos outros e o grau de insanidade que se passa dentro de mim, acho que vou conversar sobre isso comigo mesma, aqui nesse blog largado.

Hoje eu nem falei com ele, nem bom dia, nenhuma única vez, mas ele está com uma camisa azul clarinho (não aquele azul cor de cobrador de ônibus, um azul lindo e com uma gravata nem sei de que cor, mas está lindo).
Toda vez que eu falo dele assim dói um pouquinho. Porque eu não posso fazer nada. Nadaaaaaaaaaa!