sábado, 25 de abril de 2009

Um questão de pele.


Foi em uma noite, depois da aula que eu fiquei esperando ele me buscar.

Eu estava parada na porta do cursinho, sacudindo as minhas pernas de forma ansiosa, segurando a minha bolsa no ombro porque eu não sabia o que fazer com as mãos.

Eu olhei para o outro lado da rua e o carro dele estava encostando ali. Entrei e sentei no meu banco, mas ele estava no telefone e esperei ele desligar. Depois ele me deu um beijo entre a bochecha e a boca e depois um beijo no olho com um pouco de saudades.

Faziam uns 2 meses que a gente não saia, acho que um pouco menos. Mas estávamos distantes e diferentes.

Depois de conversarmos um pouco, fomos para o motel. Era sabido que a gente ia fazer isso.

Era a vontade dele e eu estava consentindo.

A gente não tinha dado certo como um casal, mas essa curiosidade eu precisava saciar. Eu queria saber se toda aquela masculinidade e todo aquele hormônio masculino que ele transpirava, funcionavam nessa mesma matemática na cama.

Eu cheirava creme da Victoria´s Secret misturada com algum perfume importado, escolhido meticulosamente para ele. Escolhido para ele sentir quando beijasse o meu pescoço. E cada peça de roupa que ele tirava minha, era como se eu me sentisse mais a vontade nos braços fortes, no corpo perfeito. Masculino e forte, sem ser malhado e cheio de esteróides. Masculino e forte porque ele transpira testosterna, porque ele era um homem de verdade. Porque cada vez que ele inspirava perto da minha pele, ele expirava o meu cheiro.

Ele não tinha delicadeza, tinha gentileza, educação e respeito, mas me pegou sem delicadeza, passando as mãos enormes no meu cabelo comprido, o deixando todo embaraçado, conhecendo cada pedaço do meu corpo e me fazendo ser dele.

Me assustando em certos momentos da transa, me fazendo conhecer a linha tênue entre dor e prazer. Sem sofrimento, sem dificuldades, sem problemas.

Depois ele me levou para casa e me deixou descer do carro com as pernas ainda tremendo, a ponta dos dedos da mão ainda dormentes, a cabeça em outra dimensão.

Eu dormi no meu travesseiro macio e acordei no dia seguinte como acordava em todos os dias. Segui a minha vida, como se nada tivesse acontecido.
E ainda hoje o meu telefone toca nas madrugadas quando ele quer repetir aquela noite, sentir o meu cheiro de perfume importado, mas eu não gosto de telefonemas as 3 da manhã.



Se quiser, me queira por completo, na mesa de jantar, antes da cama do motel.




Eu, eu mesma, sem Irene.


Ok, convenhamos.

Eu não sou uma pessoa fácil. Eu sou ciumenta e costumo empurrar minhas regras e meus costumes "guela" abaixo das pessoas que me rodeiam. Além disso, meu cabelo não é liso, eu não vivo sem maquiagem, as vezes eu fico cansada de usar salto alto, eu falo palavrão e eu não sou uma pessoa muito paciente. Eu engordo e emagreço sem parar, mas quase nunca vou pesar menos que 51 e Deus queira que eu não pese mais de 55.
Mas apesar de ter mil defeitos, muitos defeitos. Eu sou uma pessoa verdadeira. Eu sou uma pessoa boa. De coração bom, de alma boa, sou boa companhia, boa de cama.
Eu sou apresentável, bem educada, bem arrumada, eu gosto de beber, de comer, de conversar.
Eu sou formada e tem um emprego e se Deus quiser, logo vou começar a ganhar dinheiro.
Eu gosto de bons livros e bons filmes. Gosto de viagens e de pessoas.
E acima de tudo. Eu sei que eu sou uma boa namorada, uma boa menina, uma boa mulher.

O que tem de errado, então?!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Se quer ir, vai!

Eu já dei meu coração pra você.
Meu coração inteirinho. Ele era todo seu. Ele até doía por você.
Se você impusesse qualquer condição eu aceitaria. Mas você não quis impor condições e nem tentar me conhecer e nem olhar para mim e me ver.
Você nunca me viu. Nem analisou meus sentimentos, minha sensibilidade e minhas dores.
Eu fiz planos mirabolantes e essas são as coisas que ficaram na minha memória: ter um filho com a sua carinha, a sua pinta na bochecha. O seu olhar e o seu jeito de fazer gracinhas.
Eu queria e planejava tantas coisas que não se concretizaram. E não irão se concretizar.

Obviamente, eu ainda gosto, quero e lembro de você. Mas eu quero te guardar nas minhas melhores memórias. Eu quero que seu espaço seja restrito para o meu baú de lembranças. Existem muitas coisas que eu não quero esquecer para sempre e não quero me lembrar o tempo todo: o seu cheirinho de 212, a suas pintas nas costas, a textura do seu cabelo, o formato do seu sorriso cheio de dentes pequenininhos, as imitações que você fazia de mim e dos outros. Eu quero guardar muitas coisas sobre você e sobre nós. Mas eu quero esquecer como é se apaixonar por você.
Quero me apaixonar de novo. Quero me apaixonaaaaar de verdade de novo por alguém novo. E guardar o meu amor por você aqui, no meu baú.

Eu tenho vontade de te provar de todas as formas que eu sou uma pessoa amável e maleável. Eu queria que você visse como um outro homem qualquer faria qualquer coisa para me ver sorrir e me ver feliz. Eu queria que você enxergasse nos olhos de outra pessoa, quando olhasse pra mim e lembrasse que você já me olhou com aquele olhar.
Mas eu não preciso te provar nada.

Eu te peço eduacadamente para sair da minha vida e deixar eu me desapaixonar e seguir em frente.
Você não quer estar aqui, então eu deixo você ir.

terça-feira, 24 de março de 2009

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E de uma forma ou de outra, me parece que a minha visão ficou turva.


Como se apenas as certezas que eu já tinha antes, ainda fossem certezas e as outras coisas todas fossem novas e inexploradas e eu comecei a ter dificuldades de entender sozinha o que eu deveria fazer com o meu tempo livre?
Será que as amizades realmente não são definitivas? Será que o que importa mais é o amor de outra pessoa? Ou melhor.... será que realmente o que importa nessa vida é ter alguém para dividir suas conquistas ou fracassos pessoais? Mesmo quando não se ame esse alguém, mesmo quando não se quer tanto assim dividir suas conquistas ou fracassos pessoais?
Foi tão difícil optar pelo vazio, que foi como se eu tivesse sido forçada à optar por isso. Mas não fui. Escolhi isso porque prefiri o vazio a estar com uma pessoa que sabe pouco de mim ou que goste de jogos, ou pior, que goste dos jogos que eu não sei jogar. Prefiro o vazio do que uma pessoa que não compreende a minha personalidade, o meu jeito bom e ao mesmo tempo não tão bom de ser.

Prefiro continuar esperando encontrar alguém que simplesmente saiba que eu adoro roupas amarelas mas nem sempre eu posso usar. Prefiro continuar esperando pela pessoa que me pega no colo porque me acha realmente leve, que se oferece para fazer as coisas, que me busque em casa sem dizer que eu moro longe, que me deixe amar os meus amigos mais do que eu me amo sem reclamar, que goste de cerveja, vodka, morango, chocolate, coca-cola, internet, roupas, escovar os dentes andando pela casa, dormir no domingo a tarde, brincar de mimica ou que pelo menos entenda que eu gosto de tudo isso. Uma pessoa que me aceite do jeito que eu sou e que não tente mudar na minha essência.

No máximo que queira criar novos hábitos e que esse hábitos sejam para dois. E que goste de me beijar na boca e me mostrar para as pessoas que eu sou DELE.
Mas enquanto esse principe encantando não vem no seu cavalo branco, eu prefiro ficar com o meu vazio, que eu preencho com outras coisas que talvez sejam mais importantes e mais cheias de amor e de satsfação do que o homem perfeito.

O vazio me deixa aprender coisas sobre mim, coisas que eu jamais poderia aprender se estivesse cheia demais.

domingo, 8 de março de 2009

Um ano não é tempo suficiente!

E como se a única coisa que tivesse mudado fosse o meu desespero nesse dia. Nessa época.
Meu amor por ele ainda é tãaaaaao grande. E eu sinto tanta saudades daquela cabeça no meu travesseiro.
Um ano depois e eu ainda quero tanto que as coisas deêm certo.
22.03.08
"Eu to sentindo falta de tudo.
De todas as vezes que ele me fez dar risada por nada. To com saudades de discutir o porque da existencia da "pink lemonade". To sentindo falta da voz dele e de todos os sons que ele adorava fazer com a boca. Sinto saudades de ser acordada com carinhos e sussurros, de dormir naqueles braços.
Tenho um nó na garganta gigante de lembrar que ele me beijava na ponta do nariz e dizia baixinho coisas que eu guardei no coração e nunca vão sair da minha memória.
Eu choro por todas as histórias que eu achei que ainda ia viver do lado dele e choro por todas as coisas que passamos juntos e que não foram poucas.
Estou brava comigo por não conseguir excluir ele de nada e brava comigo por querer ele comigo em tudo.
To com raiva de lembrar que quando ele tirava sarro de mim eu achava o máximo e de lembrar que ele ria da minha risada, lutava comigo e adorava minha cara de brava.
Estou lembrando com mais dor no coração ainda, que ele foi o único que reparou que eu tenho covinhas irregulares e que ele tirou tantas fotos minhas quando eu não estava prestando atenção.
Eu não estou entendendo porque nós não estamos juntos para viver isso mais um pouco. Eu estou sentindo o desespero e a agonia de uma pessoa que deixou a melhor história da sua vida escorregar por entre suas mãos.

Eu preciso do ar dele pra poder respirar de novo. Eu preciso do beijo dele porque eu não consigo mais sentir gosto. Eu preciso da alegria dele para lembrar como era a minha. Eu preciso da presença e da companhia dele porque eu nunca me senti tão sozinha!"

quinta-feira, 5 de março de 2009

Em algum momento....


Em algum momento eu devo ter gostado de você de verdade.

Foi desde o dia em que a gente começou a se relacionar que eu botei na minha cabeça que o amor a gente constrói com a convivência e com a admiração. E que a diversão e o companheirismo eram mais importantes que todo o resto.
Eu deixei as minhas crenças de paixões à primeira vista de lado.
Eu cheguei até a me convencer que a incompatibilidade sexual era uma coisa passageira e que a compatibilidade poderia vir junto com o sentimento.
Eu gostava de chegar em casa as 10 e meia da noite, super cansada e falar no telefone com você. Saber que você estava bem e se importava se eu estava bem. E gostava de quando você se preocupava com o meu humor e com o meu bem-estar.
Você não era e nem nunca foi o meu grande amor, nem o cara que eu procurei, mas você era um ombro grande, uns braços gostosos de abraçar e de ser abraçada. Você era reconfortante, mas não era o meu grande amor.
Eu me convenci de que eu não precisava de um grande amor e nem de um relacionamento perfeito para ser feliz e para me satsfazer.
Você nunca entendeu que amor não é o meu ponto forte, assim como a paciência.
Você nunca entendeu que todo a saudade é carência!
Se eu pudesse colocar dentro da sua cabeça uma coisa, eu colocaria um manual meu, explicando que as coisas não são fáceis comigo e que eu sou complicada mesmo e que nem sempre o que eu digo é o que eu quero dizer. Mas agora acho que já passou e que realmente "É só isso, não tem mais jeito, acabou!"

Eu estava cega demais para ver que com certeza, em algum momento eu gostei de você.