
Foi em uma noite, depois da aula que eu fiquei esperando ele me buscar.
Eu estava parada na porta do cursinho, sacudindo as minhas pernas de forma ansiosa, segurando a minha bolsa no ombro porque eu não sabia o que fazer com as mãos.
Eu olhei para o outro lado da rua e o carro dele estava encostando ali. Entrei e sentei no meu banco, mas ele estava no telefone e esperei ele desligar. Depois ele me deu um beijo entre a bochecha e a boca e depois um beijo no olho com um pouco de saudades.
Faziam uns 2 meses que a gente não saia, acho que um pouco menos. Mas estávamos distantes e diferentes.
Depois de conversarmos um pouco, fomos para o motel. Era sabido que a gente ia fazer isso.
Era a vontade dele e eu estava consentindo.
A gente não tinha dado certo como um casal, mas essa curiosidade eu precisava saciar. Eu queria saber se toda aquela masculinidade e todo aquele hormônio masculino que ele transpirava, funcionavam nessa mesma matemática na cama.
Eu cheirava creme da Victoria´s Secret misturada com algum perfume importado, escolhido meticulosamente para ele. Escolhido para ele sentir quando beijasse o meu pescoço. E cada peça de roupa que ele tirava minha, era como se eu me sentisse mais a vontade nos braços fortes, no corpo perfeito. Masculino e forte, sem ser malhado e cheio de esteróides. Masculino e forte porque ele transpira testosterna, porque ele era um homem de verdade. Porque cada vez que ele inspirava perto da minha pele, ele expirava o meu cheiro.
Ele não tinha delicadeza, tinha gentileza, educação e respeito, mas me pegou sem delicadeza, passando as mãos enormes no meu cabelo comprido, o deixando todo embaraçado, conhecendo cada pedaço do meu corpo e me fazendo ser dele.
Me assustando em certos momentos da transa, me fazendo conhecer a linha tênue entre dor e prazer. Sem sofrimento, sem dificuldades, sem problemas.
Depois ele me levou para casa e me deixou descer do carro com as pernas ainda tremendo, a ponta dos dedos da mão ainda dormentes, a cabeça em outra dimensão.
Eu dormi no meu travesseiro macio e acordei no dia seguinte como acordava em todos os dias. Segui a minha vida, como se nada tivesse acontecido.
E ainda hoje o meu telefone toca nas madrugadas quando ele quer repetir aquela noite, sentir o meu cheiro de perfume importado, mas eu não gosto de telefonemas as 3 da manhã.
Se quiser, me queira por completo, na mesa de jantar, antes da cama do motel.